Tireóide X Florais de Bach

NÓDULOS NA TIREÓIDE E OS FLORAIS DE BACH

Martha Follain  *

A palavra “tireóide” vem do grego, e significa “escudo”. É uma das maiores e mais importantes glândulas endócrinas do corpo. Está localizada na base do pescoço, e tem forma de borboleta. Sua função é produzir, armazenar e liberar hormônios, principalmente a “tiroxina (T4)” e “triiodotironina (T3)”, que regulam a taxa do metabolismo - esses hormônios agem em quase todas as células do corpo, e ajudam a controlar suas funções. A tireóide também produz o hormônio “calcitonina”, que intervém no equilíbrio do cálcio no organismo.

A tireóide é “controlada” por outra glândula – a “hipófise (ou pituitária)”, localizada no cérebro (e produz o hormônio TSH). Uma parte do cérebro, denominada “hipocampo” ajuda a controlar a pituitária.

Nódulos são lesões arredondadas, tumefações, protuberâncias do tecido. Os nódulos podem ser únicos (nódulo isolado) ou múltiplos (multi-nodulares). As causas são muitas: podem ser provocados por tumores benignos, tumores malignos, cistos, doenças inflamatórias e bócio colóide nodular. Pode haver crescimento do nódulo, e como conseqüência a compressão das estruturas profundas do pescoço: traquéia (falta de ar, tosse seca) e esôfago (dificuldade para engolir).

O MÉDICO ENDOCRINOLOGISTA DEVE SER CONSULTADO. O endocrinologista pode solicitar vários exames: ultra-sonografia, exames de sangue, etc, e punção biópsia aspirativa - esse exame, com 98% de probabilidade de acerto, indicará se o nódulo é maligno (câncer) ou benigno. O endocrinologista poderá receitar hormônios tireoidianos ou sugerir cirurgia para remoção do (s) nódulo(s) ou extirpação total da tireóide.

E, o que está “além” do físico, do corpo? No âmbito da metafísica, a pessoa que apresenta nódulo (s) tireoidiano (s), deixou-se abalar profundamente, decepcionou-se com uma determinada situação ou pessoa. Com a decepção, surge a mágoa e o sentimento de que foi injustiçada. A injustiça pode ter fundamento ou não - porém, o importante é a dor emocional que permaneceu, decorrente da maneira como reagiu aos acontecimentos. Cada um reagirá de uma maneira - mas, a pessoa que somatiza na tireóide a mágoa e desenvolve nódulo (s), sufocou a revolta, não conseguiu expor o que sentia, causando um “nó” na garganta.

Segundo a terapeuta Cristina Cairo, em seu livro “Linguagem do Corpo”, “significa que a pessoa chegou a umestado psicológico em que é capaz de acreditar conscientemente em sua inferioridade, sente-se humilhada por tudo e perdeu a capacidade de manter o otimismo. Acredita que nunca terá a felicidade que almeja e que não poderá, jamais, fazer o que gosta e o que precisa”.

A “cura” emocional acontece, quando o indivíduo pára de tentar entender as atitudes do “outro” – isso pode ser muito desgastante! – e, começa a mudar suas atitudes, na relação ou situação.

Não se pode “controlar” o que é exterior – não é “culpa” do outro ou das circunstâncias. Na verdade, a própria pessoa criou expectativas que não foram correspondidas, e isso é o que mais magoa, dói. Deve-se aprender a relacionar-se sem se anular e sem criar expectativas, esperanças. É necessário respeitar-se, elevar o seu amor próprio, e deixar de se posicionar por carência no relacionamento, que num primeiro momento, preenche emocionalmente. A tentativa de suprir carências, faz com que a pessoa procure sua “felicidade” na outra pessoa - faz com que invista todas as suas expectativas numa só situação ou pessoa. Assim, vira-se um alvo fácil para toda sorte de decepções e muita, muita mágoa.

A SIMBOLOGIA DA BORBOLETA (formato da glândula tireóide)

A borboleta, que é um inseto, conduz ao conceito de renascimento. Renascimento com liberdade. Ela, em sua transformação, ensina que é possível “transmutar-se” de lagarta, que se arrasta, para a liberdade, para as asas, para as cores, para o vôo. Quando percebe que é possível essa mudança, o indivíduo está preparado para ser feliz. Entre os antigos, a borboleta era o símbolo da alma, da vida, da alegria e da atração para a luz.

As doenças da tireóide são os bloqueios auto-impostos para “sabotar” a liberdade da borboleta.

A simbologia da evolução da borboleta é, a passagem pela fase de lagarta onde o indivíduo está “preso” a um relacionamento ou situação. Posteriormente, quando deseja mudar interiormente, há a necessidade de um período de recolhimento, o “casulo”, para reflexão (terapia, florais, etc). Do casulo surge a borboleta. Após o recolhimento e reflexão, o indivíduo pode vivenciar seu caminho (“vôo”) para sua liberdade – de suas próprias cobranças – em relação a si mesmo e ao “outro”.

FLORAIS DE BACH

Para Edward Bach (1886 – 1936), a doença é um conflito entre a personalidade e a Alma.

Bach formou-se em medicina – posteriormente, com especializações em cirurgia, bacteriologia, patologia, e homeopatia – e não se conformava com os tratamentos que ele considerava paliativos, e acreditava haver um meio de “curar” realmente. Começou a pesquisar um novo sistema, através de “remédios” obtidos de plantas e flores – “eles curam, não pelo ataque à doença, mas por inundar nossos corpos com as belas vibrações de nossa Natureza Superior, na presença da qual a doença derrete como a neve sob a luz do sol... E, finalmente, eles alteram a atitude do paciente tanto em relação à doença quanto em relação à saúde... A saúde existe quando há perfeita harmonia entre Alma, mente e corpo e essa harmonia, e unicamente ela, precisa ser alcançada antes que a cura possa se realizar”.

“A doença do corpo, como a conhecemos, é um resultado, um produto final, um estágio final de algo muito mais profundo. A doença origina-se acima do plano físico, mais próximo do mental. É totalmente o resultado de um conflito entre nosso Eu Espiritual e nosso Eu Mortal. Enquanto estes dois eus estiverem em harmonia, temos saúde perfeita. Mas, quando há discórdia, ocorre o que conhecemos como doença.”

Os Florais de Bach, atuam através do tratamento do indivíduo e não da doença, harmonizando sua condição emocional, para que, através da transformação das atitudes em estados mais positivos, possa ser estimulado seu potencial de auto-cura.

Desta forma, como conseqüência de uma mudança interna, a saúde física pode ser restaurada, já que o equilíbrio interior passa a auxiliar no combate à doença.

Todas as essências usadas, no método de tratamento do Dr. Bach, são obtidas a partir de flores, arbustos ou árvores silvestres.

O método de Bach não consiste em repelir a influência adversa, mas em transformá-la na virtude oposta e, através dessa virtude expulsar a imperfeição. A doença é um estado do ser humano que indica que há um desequilíbrio, que não há harmonia. O sintoma é um sinal e um transmissor de informação pois, o seu aparecimento interrompe o fluxo da vida e, obriga o indivíduo a prestar-lhe atenção.

A “cura” acontece pela transmutação da doença e não pela “vitória” sobre um sintoma.

O Dr. Bach pesquisou flores, criando um tratamento para os estados mentais e emocionais que, geram as doenças.

E, os estados mentais e emocionais que causam as várias doenças, podem ser tratados pelas essências florais. Sendo assim, as essências indicadas para tratar a personalidade que desenvolveu nódulo (s) na tireóide são (na Terapia Floral de Bach, somente seis essências, no máximo, podem ser utilizadas juntas, num mesmo frasco, constituindo uma fórmula floral): holly, willow, pine, centaury, cerato, star of Bethlehem, honeysuckle, chicory, etc.


Fonte:http://www.3milenio.inf.br/070/_artigo70c.htm
* Formação em Direito, Neurolingüística (Master Practitioner), Hipnose e Regressão; Terapeuta Reiki, Cristalterapia e Aromaterapia; especialista em Florais de Bach (animais e humanos) pelo Instituto Bach. CRT 21524 – São Paulo/SP.
E-mail: mfollain@terra.com.br

* Texto registrado na Biblioteca Nacional - Direitos Autorais

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